Área de atuação · Família

Reunir a família: petições familiares e o visto de noivos

Marcelo Barros da Cunha

A imigração familiar tem duas portas de naturezas diferentes. A petição pelo parente reconhece uma relação que já existe e abre a fila do green card. O visto K-1 serve ao casamento que ainda vai acontecer: traz o noivo ou a noiva do cidadão americano para casar nos Estados Unidos. Cada porta tem calendário, prova e armadilhas próprias.

Petições familiares

Cidadão americano pode peticionar por cônjuge, filhos, pais e irmãos; residente permanente, por cônjuge e filhos solteiros. Cônjuge, filho menor solteiro e pai de cidadão são parentes imediatos, sem fila; todo o resto espera nas preferências, por ano e por país. A página própria cobre as conversões quando a vida muda no meio do caminho, quem viaja junto e quem não, o ajuste de status e suas vedações, a conta da Child Status Protection Act quando o filho completa 21, o compromisso financeiro do patrocinador e o green card condicional do casamento recente.

K-1: o visto de noivos

Só o cidadão americano peticiona; residente permanente não pode. A lei exige que os noivos tenham se encontrado pessoalmente nos dois anos anteriores à petição, dispensável apenas por sofrimento extremo ao peticionário ou por costume estrito e antigo da cultura do beneficiário, e que ambos estejam livres e realmente dispostos a casar em até noventa dias da chegada. Não havendo casamento nesse prazo, a lei manda o beneficiário e os filhos deixarem os Estados Unidos, sob pena de remoção, e o regulamento não prevê prorrogação do K-1.

A TRAVA QUE DEFINE O K-1: quem entra com esse visto só ajusta o status com base no casamento com o próprio peticionário, celebrado nos noventa dias. Casar com outra pessoa não abre caminho por essa via. Celebrado o casamento de boa-fé no prazo, porém, a elegibilidade ao ajuste sobrevive até ao fim posterior do casamento, por morte, divórcio ou novo casamento. E, se na data do green card o casamento tiver menos de dois anos, a residência vem condicional, sujeita ao regime do INA § 216, com a janela de noventa dias antes do segundo aniversário.

Os filhos solteiros menores do beneficiário acompanham como K-2, sem petição separada, e ajustam pela mesma base. O trabalho é autorizado por força do próprio status, mas o documento exige requerimento com taxa, e vale apenas pelo período autorizado de permanência. A lei traz ainda os filtros do IMBRA: em regra, o peticionário não pode ter duas ou mais petições K-1 anteriores, nem aprovação nos dois anos anteriores, salvo dispensa, e a petição deve revelar condenações por crimes especificados, informação que chega ao beneficiário.

Base normativa

Conteúdo conferido em 24 de agosto de 2026. As petições familiares remetem a página própria, verificada em fonte integral. O K-1 foi redigido a partir dos 8 U.S.C. §§ 1101(a)(15)(K) e 1184(d), dos 8 C.F.R. §§ 214.2(k) e 245.1 (versão de 11/8/2026) e do capítulo 7 da parte B do volume 7 do USCIS Policy Manual (vigência declarada de 18/8/2026), lidos na íntegra. Regras e filas mudam: confirme na fonte antes de agir.

Conteúdo informativo, de caráter geral, que não constitui aconselhamento jurídico nem cria relação advogado-cliente. Regras de imigração mudam com frequência e podem ser suspensas por decisão judicial. Antes de agir, confirme a vigência da norma e consulte advogado sobre o seu caso.

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